Propaganda eleitoral na internet e o papel das redes sociais – Rafael Ortiz Lainetti

PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET

E O PAPEL DAS REDES SOCIAIS

 

INTRODUÇÃO

A rede mundial de computadores, além dos inúmeros outros benefícios que proporcionou, tornou-se, recentemente, uma importante ferramenta na comunicação entre candidatos a cargos políticos e seus eleitores.

Se vamos aqui trazer informações sobre a propaganda eleitoral na internet, seria impossível deixarmos de lado, ainda que a título de introdução, a revolução eleitoral virtual ocorrida na campanha do então candidato a presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O sucesso da campanha do atual Presidente dos Estados Unidos da América, foi tanto que, através da implementação da internet como principal ferramenta de marketing político conquistou  milhões  de  eleitores  e  arrecadou  o  montante  de  aproximadamente  U$ 500,000.000,00 (quinhentos milhões de dólares) em doações e as redes sociais da internet como  facebook,   blogs,  twitter etc., passaram a ser a mídia escolhida pelos candidatos para divulgar seus projetos de mandato, conquistar novos adeptos para o seu movimento político e permitir que esses cidadãos acompanhem cada passo da campanha eleitoral, além da abrir a possibilidade de recebimento de doações on line.

E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que antes sequer existiam.

Outra inovação trazida na campanha presidencial que sagrou-se vitoriosa foi a montagem de uma equipe de monitoramento de todo e qualquer assunto lançado na internet e que fosse contrário aos interesses da campanha. Com isso, quando surgiam boatos ou notícias, imediatamente uma resposta era publicada em todos os locais possíveis, de modo que o boato ou a notícia eram disseminados.

Tratou-se de iniciativa guiada pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos que nunca tinham votado antes no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto. Tudo isto, no fim das contas significou um recorde de comparecimento às urnas e a vitória na eleição.

As redes sociais também tiverem um papel importante. Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2,3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fizeram a diferença e que são altamente multiplicadoras e influenciadoras.

Por outro lado, a televisão e os jornais aprenderam grandes lições com as possibilidades da internet, produzindo conteúdo exclusivo, aproveitando o que é gerado pelas pessoas e desenvolvendo ferramentas, mapas interativos, widgets eleitorais, etc.

Alguns exemplos de mapas que foram especialmente criados para as eleições: mapas da CNN, Yahoo, CQ, New York Times, Washington Post. Projeto Video Your Vote do YouTube. Twitter Vote Report. Twitter Election. Google 2008 U.S. Election.

Também ocorreu a criação de ferramentas de monitoramento eleitoral, tais como: Socialmention, WhosTalkin, entre outras.

Esses mapas e ferramentas permitem analisar, compartilhar, agregar, categorizar, dissecar tudo quanto é tipo de informação sobre as eleições, que além de informar estimulam a participação do usuário. Aplicativos que não eram possíveis nas eleições passadas e hoje são parte integrante das mídias sociais.

Assim, se hoje se fala em propaganda eleitoral na internet e suas consequências,   se existe um exemplo incontestável do que pode ser buscado daqui pra frente na comunicação das marcas partidárias, candidatos e ideais políticos é o exemplo da campanha de Barack Obama. Esse case certamente sempre virá à tona quando o tema for propaganda eleitoral na internet.

 

A propaganda eleitoral na internet no Brasil

A campanha eleitoral na internet começou a ganhar força nas eleições no Brasil em 2010, mas a grande verdade é que os políticos brasileiros ainda não estão habituados a esta nova plataforma eleitoral.

Hoje em dia, muitos políticos e candidatos não possuem a exata noção do alcance das mídias virtuais em geral. Assim, muitos não sabem o que vão fazer na internet, mas sabem que tem que estar lá, que não podem deixar de estar. Esse ainda é o pensamento de muitos políticos brasileiros.

No entanto, os mesmos políticos que tem o pensamento da necessidade de apenas estar “lá na internet”, esquecem que mais de 90% dos jovens – e quando mencionamos jovens, estamos falando de eleitores e futuros eleitores – estão conectados quase que em tempo integral à rede de computadores e possuem, como base de formação, que toda a  informação de seu interesse e com alguma importância está ao seu alcance na internet, disponíveis nos blogs, redes virtuais como facebook, twitter e também em vídeos no YouTube.

Essa modalidade de divulgação, que estreou nas eleições de 2010, será utilizada pela primeira vez em eleições municipais neste ano e estará liberada a partir do dia 6 de julho até a antevéspera das eleições.

A propaganda eleitoral na internet poderá ser feita no site do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado em provedor de serviço de internet estabelecido no país, bem como por meio de mídias eletrônicas e e-mails, vedado o SPAM.

A disposição que regulamenta a propaganda eleitoral na internet encontra-se prevista entre os artigos 18 e 25 da Resolução 23.370 do TSE.

Antes de se adentrar na discussão do assunto  de forma geral – propaganda eleitoral na internet –, importante distinguir a diferença entre provedor de informação e provedor de conteúdo.

Provedor de informação é toda e qualquer pessoa que publique algo na internet, seja por meio de blogs, sites pessoais e redes de relacionamento, tais como Twitter, Facebook, Google+, Linkedin, Sonico, Orkut, Formspring, entre outros.

Já o provedor de conteúdo é quem seleciona o que deve constar — ou não — em uma página da internet – UOL, globo.com, Folha on line, entre outros.

Feitas  estas  considerações,  passaremos  ao  estudo  da  Legislação  relacionada  à propaganda eleitoral na internet, seus benefícios e meios de monitoramento.

Propaganda antecipada na internet 

A propaganda na Internet estará permitida após a data permitida por lei.

 Importante destacar que a manifestação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, não configura propaganda Eleitoral desde que não seja matéria paga, permitindo-se a inferência de que tal princípio abarque as opiniões lançadas em ambiente virtual, porquanto interpretação inversa constituiria verdadeira censura à livre manifestação do pensamento, cerceando-se, por exemplo o ‘bate-papo’ em um chat aberto, ou em um blog, acerca das boas práticas realizadas por um cidadão que no momento concorre a um cargo público.

O recebimento de doações pela internet

Nas  eleições  de  2010  a  propaganda  na  internet  ganhou  um  novo  atrativo  que  foi novidade nas Eleições Municipais 2012 e Presidenciais de 2014.

Os candidatos podiam criar um link entre o seu site pessoal e uma página criada especificamente para receber doações dos eleitores, filiados, militantes e simpatizantes a fim de incrementar a arrecadação de recursos para a campanha.

Para tanto, é obrigatório que os candidatos, partidos ou comitês financeiros (a) estejam inscritos no Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica – CNPJ e (b) providenciem a abertura de uma conta bancária eleitoral específica para a movimentação dos recursos da campanha (art. 22 e 22- A da Lei 9504/97).

O Art. 23, inciso III, da Lei 9504/97 permite a criação de mecanismo para recebimento de doações no site do candidato, partido ou coligação, inclusive a utilização de cartão de crédito, atentando-se para os seguintes requisitos:

a) identificação do doador;

b) emissão obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada;

O  art.  23,  §  6º,  da  Lei  nº  9504/97,  ainda  deixa  claro  que  na  hipótese  de  doações realizadas por meio da internet, as fraudes ou erros cometidos pelo doador sem conhecimento dos candidatos, partidos ou coligações não ensejarão a responsabilidade destes nem a rejeição de suas contas eleitorais

Direito de resposta na internet

O  artigo  57-D  da  Lei  9504/97  além  ressaltar  a  vedação  do  anonimato  na  livre manifestação  do pensamento, assegura o direito de resposta nos termos das alíneas  a, b e c do inciso IV do § 3º do art. 58 e do 58-A, e por outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica. Redação Incluída pela Lei nº 12.034 de 2009.

A previsão do direito de resposta homenageia o artigo 5º, inciso V da Constituição Federal de 88 onde “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”.

 A partir do § 3º do artigo 58 da Lei 9504/97 se verificam as regras para os casos de pedido de resposta. No inciso IV estão previstas as relativas a ofensa veiculada na internet, que são as seguintes:

IV – em propaganda eleitoral na internet: (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

a)  deferido  o  pedido,  a  divulgação  da  resposta  dar-se-á  no  mesmo  veículo, espaço, local, horário, página eletrônica, tamanho, caracteres e outros elementos de realce usados na ofensa, em até quarenta e oito horas após a entrega da mídia física com a resposta do ofendido; (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

 b) a resposta ficará disponível para acesso pelos usuários do serviço de internet por tempo não inferior ao dobro em que esteve disponível a mensagem considerada ofensiva; (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

 c) os custos de veiculação da resposta correrão por conta do responsável pela propaganda original. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

Assim, fica garantido o direito de resposta na internet, de modo a possibilitar, ou tentar possibilitar que os mesmos internautas que tiveram acesso ao conteúdo ofensor, tenham acesso igual ou maior à resposta dada a ofensa.

CAMPANHA ELEITORAL NA INTERNET.

 O que pode e o que não pode

PODE

É possível fazer propaganda eleitoral em sites de partidos e candidatos, desde que os endereços sejam comunicados à Justiça Eleitoral e hospedados em provedores estabelecidos no Brasil e poderá ser feita até a antevéspera das eleições.

É permitida, também, a propaganda eleitoral (positiva ou negativa) por meio de blogs, sites de relacionamento (orkut, facebook, twitter, etc) e sites de mensagens instantâneas.

As propagandas eleitorais veiculadas por e-mail são permitidas, mas deverão conter mecanismo que possibilite ao destinatário solicitar seu descadastramento, o qual deverá ser providenciado no prazo máximo de 48 horas.

Qualquer pessoa pode manifestar sua preferência política por meio da internet, sendo vedado o anonimato e assegurado aos ofendidos o direito de resposta e a retirada do conteúdo ofensivo do ar.

 É autorizada a reprodução do jornal impresso na internet, desde que seja feita no sítio do próprio jornal, respeitando integralmente o formato e o conteúdo da versão impressa.

NÃO PODE

Na internet não é permitida a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga.

Não é possível, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na internet em sítios:

– de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;

– oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

É proibida a venda/compra de cadastro de endereços eletrônicos.

Estão  proibidos  de  utilizar,  doar  ou  ceder  seus  cadastros  eletrônico,  em  favor  de candidatos, partidos ou coligações:

– entidade ou governo estrangeiro;

– órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes do Poder Público;

– concessionário ou permissionário de serviço público;

–  entidade  de  direito  privado  que  receba,  na  condição  de  beneficiária,  contribuição compulsória em virtude de disposição legal;

– entidade de utilidade pública;

– entidade de classe ou sindical;

– pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior;

– entidades beneficentes e religiosas;

– entidades esportivas;

– organizações não-governamentais que recebam recursos públicos; e

– organizações da sociedade civil de interesse público.

REDES SOCIAIS

As redes sociais são, nos dias de hoje, os maiores, mais rápidos, mais baratos e mais fáceis meios de comunicação entre pessoas, e possuem como objetivo, em sua grande maioria, juntar um grupo de pessoas com quem você esteja interconectado por um ou mais fatores, como gostos, preferências e, no caso, ideais políticos.

A grosso modo, redes sociais são um meio de se conectar a outras pessoas na internet. Os sites de redes sociais geralmente funcionam tendo como base os perfis de usuário – uma coleção  de  fatos  sobre  o  que  um  usuário  gosta,  não  gosta,  seus  interesses,  hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que ele queira compartilhar.

Geralmente,  esses  sites  oferecem  vários  níveis  de  controle  de  privacidade.  Por exemplo, o Facebook permite que outras pessoas encontrem o seu perfil, procurando pelo seu nome ou endereço de email, mas você pode proteger as informações particulares do seu perfil de qualquer um que você não tenha aprovado especificamente. No Twitter, você pode definir que suas  atualizações  sejam  particulares,  podendo  ser  vistas  apenas  pelas  pessoas  que  você aprovar.

Algumas redes sociais estão montadas especificamente ao redor de interesses especiais. Esses  sites  existem  para  compartilhar  experiências,  conhecimentos  e  formar  grupos  sobre tópicos específicos.

Dentre as mais populares no Brasil, 4 podem ser destacadas como de grande viabilidade para a campanha eleitoral. São elas:

FACEBOOK: É o mais popular, mais completo e maior site de relacionamento. No Brasil, possui aproximadamente 44,6 milhões de usuários. Quando dizemos ser o mais completo, estamos nos referindo às possibilidades de utilização da ferramenta “rede  social” para fins de campanha eleitoral. No facebook, o candidato pode criar seu perfil, expor suas idéias, pensamentos, suas fotos em campanha, sua proposta política. E tudo isto, com a opção de privacidade de conteúdo em diversos níveis como público, totalmente privado (somente para ele), somente para amigos, para amigos e amigos de amigos e também, de modo personalizado, onde se pode escolher, a cada atualização, quem poderá visualiza-la e quem não poderá

TWITTER: Apesar de ter como objetivo ser um microblog particular, o Twitter é considerado uma rede social, dada à sua capacidade de criação de perfil e de permitir ou não o acesso às manifestações de pensamentos – posts – que são limitadas a 140 caracteres cada uma. Apesar de parecer realmente pouco intuitivo: como dizer qualquer coisa ou        fazer    uma    campanha eleitoral em apenas 140 caracteres? A ascensão meteórica da popularidade do Twitter é uma boa indicação que de é possível se comunicar bem, mesmo com tão poucas palavras.

Ainda a respeito do Twitter, ele possui uma ferramenta de pesquisa muito confiável, por meio do símbolo “#”, onde pode-se localizar todos os posts publicados e que contenham qualquer palavra ou assunto. Os posts mais comentados se tornam, automaticamente, os chamados Trending topics, muito populares e, inclusive, utilizados por meio televisivo.

SPRING ME: É uma rede social pouco conhecida. Contudo, sem bem utilizada, pode ser uma poderosa ferramenta para fins de campanha eleitoral. Isto porque permite que os usuários recebam perguntas de outros usuários ou de pessoas não cadastradas. As perguntas são enviadas para a caixa de entrada, de onde o usuário pode escolher entre respondê-las ou excluí-las. Todas as respostas são armazenadas no perfil do usuário, onde qualquer um pode vê-las. Além disso, permite conexões com outras redes, como facebook e Twitter,   o que permite que a rede social seja divulgada amplamente.

Recentemente, constatou-se que essa rede social está sendo utilizada por empresas e governos como uma forma de receber feedback do público. No Brasil, o Governo do estado de São Paulo e empresa de automóveis Fiat tiveram grande sucesso e popularização ao aderiram ao uso da rede.

  Um estudo recente apresentado no X CONGRESSO BRASILEIRO DE MARKETING POLÍTICO, elaborado por Ricardo Costa e Wesley Moreira Pinheiro, apontou a participação de lideranças políticas nas redes sociais:

O Youtube

 O YouTube é um site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Foi criado como uma nova plataforma para as pessoas se entreterem.

Antes do lançamento do YouTube em 2005, haviam poucos métodos simples disponíveis a usuários normais de computadores que queriam colocar seus vídeos na Internet.

Com sua interface de fácil uso, tornou possível a qualquer um que usa computador postar na Internet um vídeo que milhões de pessoas poderiam ver em poucos minutos. A grande variedade de tópicos cobertos pelo YouTube tornou o compartilhamento de vídeo uma das mais importantes partes da cultura da internet.

No Brasil, o YouTube possui, em sua grande maioria de acessos, a finalidade apenas e tão somente de diversão, com acesso de vídeos engraçados e populares, deixando de lado a possibilidade de ser um grande provedor de conteúdo.

No campo político, grande parte dos vídeos que são postados se resumem a sátiras ou reproduções de propaganda eleitoral gratuita. Contudo, ainda assim alguns partidos a candidatos sempre buscam lançar seus vídeos.

BLOGS

Um blog é um site, geralmente com hospedagem gratuita, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts. Estes são, em geral, organizados  de  forma  cronológica  inversa,  tendo  como  foco  a  temática  proposta  do  blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog. No Brasil, a grande maioria dos blogs são utilizados para manifestação de pensamento.

A capacidade de leitores deixarem comentários de forma a interagir com o autor e outros leitores é uma parte importante da popularização e alcance dos blogs.

Existem diversos tipos de blogs atualmente. Entretanto é possível dividi-los em três grandes ramos:

Blogs pessoais: Os blogs pessoais são os mais populares, normalmente são usados como um gênero de diário com postagens voltadas para os acontecimentos da vida e as opiniões do usuário. Também são largamente utilizados por celebridades que buscam manter um canal de comunicação com seus fãs ou simpatizantes.

Blogs corporativos e organizacionais: Muitas empresas vêm utilizando blogs como ferramentas de divulgação e contato com clientes.

 Blogs de gênero:  Existem blogs com um gênero específico, que tratam de um assunto dominado pelo usuário, ou grupo de usuários. Estes são os blogs com o maior número de acessos. Sendo que eles podem apresentar conteúdos variados, como humorísticos, notícias, informativos ou o de variedades, com contos, opiniões políticas e propostas de lideranças.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

A internet, sem sombra de dúvidas, foi um dos mais revolucionários meios de comunicação, dada a sua facilidade de acesso à informações e o volume de conteúdo.

Ao mesmo tempo, o anonimato, ou ainda, a percepção de que alguns assuntos se perdem no meio de tanta informação veiculada diariamente, principalmente nas redes sociais é um grave equívoco.

Ao contrário do que muitos imaginam, a internet é uma das fontes de informações mais rastreadas no mundo e permite, caso necessário, o acesso a qualquer tipo de informação de acesso, localização e dados a qualquer tempo, ainda que diante de ordem judicial.

Nesse contexto, a respeito das redes sociais, especialmente Twitter e facebook, as informações, por mais que se “percam” no tempo no meio de tanta informação, podem facilmente ser localizadas por meio de mecanismos e buscas disponíveis na internet e por meio da utilização de códigos e símbolos.

Desta forma, no caso de campanhas políticas e disputa eleitoral, um bom trabalho de monitoramento e pesquisas diárias pode facilmente identificar irregularidades e ilegalidades, inclusive nas redes sociais.

Dentre todo esse cenário e, ainda, diante do volume de informações que são disponibilizadas a cada segundo nas redes sociais, é importante também a participação ativa de todo e qualquer indivíduo envolvido nas eleições, com vistas a contribuir com a identificação de eventuais posts, atualizações de status e informações disponibilizadas na rede mundial de computadores, bem como com participação ativa, de forma positiva quanto à manifestação do candidato ou partido que apóia ou simpatiza, como de forma negativa, a fim de se questionar e criar dúvidas a respeito de candidatos e partidos adversários.

Rafael Ortiz Lainetti – 2012

ANEXOS

Campanha Eleitoral através da Redes Sociais terá uma grande evolução, diz Ben Self.

As campanhas eleitorais no Brasil devem evoluir para o mesmo nível das norte-americanas, onde o eleitorado participa voluntariamente e contribui com os candidatos, mas isso acontece gradualmente. A previsão é de Ben Self, um dos coordenadores da campanha eletrônica de 2008 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; eleito naquele ano.

Como usar o Twitter no meio político

“Esta  é  uma  importante  parte  de  várias  em  uma  eleição.  Temos  vários  ciclos  na construção de uma candidatura. Isso leva tempo.” Self diz que a participação popular em seu país também se desenvolveu paulatinamente.

 Ferramentas do Marketing Eleitoral

Os carros-chefe das redes sociais, Twitter e Facebook são apenas parte de uma estratégia de comunicação digital vitoriosa. Não são necessariamente as partes mais importantes. É preciso fazer o básico: ter um bom site e um bom e-mail marketing”, afirma.

 Os dados serviram de base para toda a comunicação do candidato democrata e para elaboração de propostas do plano de governo. A interação entre campanha e eleitorado, por meio das redes sociais e de e-mails, garantiu a aproximação do eleitor.

 Self ressalta a importância de se ter, em grandes campanhas, equipe que garanta respostas a maioria da população. “Usa-se esse feedback para entender o que estas pessoas estão falando pra reunir as respostas e apresentar.”

 Próprio político usando o Twitter

Em corridas eleitorais menores o especialista vê a possibilidade de o candidato cuidar desta interação. Não foi o caso de Obama e da campanha de grandes proporções dos Estados Unidos.

Após eleito, o democrata revelou que não redigiu nenhum tuíte. “Sempre ficou claro que era a equipe quem estava tuitando”, afirma, sob alegação de que um candidato a presidente é muito ocupado.

Candidato ou equipe gerindo as redes sociais, o estrategista destaca que não se pode vender algo que o concorrente – ou mesmo o produto, em caso de foco empresarial – não é. ” Não se pode usar as mídias sociais para falsear a verdade. Com o tempo o cidadão percebe que o político não é bom”, diz.

Estudo recente destaca a participação dos pré-candidatos a Prefeito de São Paulo nas redes sociais em 2012

Os então pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra, e pelo PT, Fernando Haddad, polarizam os comentários sobre a corrida eleitoral paulistana em redes sociais, conforme estudo encomendado pela empresa Scup, especializada em monitoramento de internet.

O levantamento isolou posts sobre os cinco pré-candidatos na corrida eleitoral paulistana mais mencionados no Twitter, Facebook, Google Notícias e em blogs das plataformas WordPress e Blogger. Foi analisada uma amostra de 12,5 mil postagens de um universo total de mais de 30 mil menções, entre os dias 1º e 15 de abril deste ano.

De acordo com o levantamento, Serra e Haddad são mencionados quase com a mesma frequência nas redes sociais analisadas: em 38% e 37% do total de comentários. Chalita, Netinho e Soninha dividem o restante das menções.

O estudo também classificou o teor dos comentários em “positivo”, “negativo” ou “neutro” em relação ao pré-candidato mencionado.

A  conclusão  foi  que  Serra,  Netinho  de  Paula  (PCdoB)  e  Soninha  Francine  (PPS) receberam mais comentários negativos, enquanto Haddad e Chalita têm mais postagens classificadas como neutras. Veja os resultados abaixo.

A analista de mídia social responsável pelo estudo, Mariana Oliveira, afirma que esse tipo de pesquisa é um bom termômetro da imagem dos candidatos e já foi usado por muitas campanhas para definir estratégias de marketing direto.

“Nas redes sociais, o eleitor dá insights sobre o que precisa ser respondido ou reforçado na campanha. É como uma pesquisa qualitativa – e de graça, ainda por cima, feita pela equipe do candidato”, diz Oliveira.

 

Candidatos nas redes sociais: Histórico com análise dos comentários negativos

Um  candidato  não  pode  falar  ‘Twitter  não  me  atinge’,  porque  afeta  a  imagem  dos políticos, sim. Ataques podem acontecer, vão acontecer, e os candidatos têm que estudar melhor como responder”, diz o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, pesquisador do tema e membro do CGIbr (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

 

O CASO ORIGEM:

A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE BARACK OBAMA

A Campanha do então candidato Barack Obama em 2008 e que se tornou um verdadeiro marco revolucionário da propaganda eleitoral na internet. O estudo abaixo, feito pela Agencia Rio – www.riot.com.br, traz algumas dessas informações:

Obama não  pedia para que  os  usuários entrassem em  seu  site e  fizessem  doações,  e le  colocou widgets  de   doação nas redes já  existentes. Preferiu engajar e  motivar os  eleitores  sobre a  campanha  e facilita r a  doação com   ferramentas de  interação pulverizadas nas  mídias sociais